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Soja fecha a US$ 13,28 com China no foco e dólar firme no Brasil

A soja fechou a US$ 13,28 por bushel, enquanto milho e trigo terminaram a US$ 5,3425 e US$ 7,2675, respectivamente. A demanda de exportação dos Estados Unidos e as expectativas comerciais envolvendo a China deram o tom, com o dólar a R$ 5,1069 no Brasil.

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Demanda de exportação dos Estados Unidos e expectativa de avanço nas relações comerciais com a China

Soja fecha a US$ 13,28 com China no foco e dólar firme no Brasil

Resumo executivo

A soja encerrou a sessão regular em Chicago a US$ 13,28 por bushel no contrato de novembro de 2026. O milho para dezembro fechou a US$ 5,3425 por bushel, enquanto o trigo do mesmo vencimento terminou a US$ 7,2675 por bushel.

A demanda de exportação dos Estados Unidos e as expectativas em torno das relações comerciais com a China permaneceram no centro das atenções. Os embarques norte-americanos inspecionados na última semana foram robustos para milho e soja, oferecendo sustentação ao cenário de demanda justamente quando a colheita avança no país.

No Brasil, o dólar a R$ 5,1069 manteve uma referência favorável à formação das receitas de exportação. No milho, o mercado também acompanha a compra pública promovida pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, e a divulgação dos resultados da operação nesta terça-feira.

Soja

O contrato de soja para novembro de 2026 fechou a US$ 13,28 por bushel na bolsa de Chicago. A principal referência do dia foi a demanda internacional, com a China voltando a ocupar espaço relevante nas discussões do mercado norte-americano.

As inspeções de soja para exportação dos Estados Unidos somaram 759,2 mil toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, acima das 680,3 mil toneladas da semana anterior. A China foi o principal destino, incluindo um fluxo expressivo pelo rio Mississippi. O dado reforçou a percepção de que a soja norte-americana está ganhando participação na janela comercial do outono dos Estados Unidos.

Também houve expectativa em torno do diálogo entre Washington e Pequim. O mercado trabalhou com a possibilidade de que as discussões entre os dois países tragam novos compromissos de compra de produtos agrícolas norte-americanos. Essa expectativa precisa ser tratada com cautela enquanto não houver confirmação de volumes adicionais, mas ajuda a explicar por que a demanda chinesa voltou ao centro das decisões.

Para o produtor brasileiro, Chicago acima de US$ 13 por bushel e o dólar acima de R$ 5,10 formam uma combinação favorável em termos de referência de exportação. O efeito final sobre os preços internos, porém, também depende da disponibilidade regional, do ritmo de venda e dos custos logísticos.

Milho

O milho para dezembro de 2026 terminou a sessão a US$ 5,3425 por bushel. A demanda externa foi o elemento mais consistente para o cereal.

Os Estados Unidos inspecionaram 1,94 milhão de toneladas de milho para exportação na semana encerrada em 17 de setembro. O volume superou as 1,55 milhão de toneladas da semana anterior e as 1,39 milhão registradas no período equivalente de 2025. Japão, México, Coreia do Sul e outros destinos participaram dos embarques.

Esse ritmo ajuda a absorver a entrada da nova safra norte-americana. Após o fechamento, o USDA, o departamento de agricultura dos Estados Unidos, informou que 13% da área de milho havia sido colhida até 20 de setembro, ante média de 11% para o período. A condição boa ou excelente permaneceu em 57%.

No Brasil, a Conab realizou nesta segunda-feira a etapa de ampla concorrência da operação destinada à compra de milho para estoques públicos. Considerando as duas etapas, o volume previsto chega a até 224 mil toneladas, sem duplicação dos lotes. A medida busca ampliar os estoques destinados ao Programa de Venda em Balcão e reduzir riscos de abastecimento associados ao El Niño.

Os resultados da operação serão detalhados pela companhia nesta terça-feira e poderão oferecer uma leitura mais clara sobre preços aceitos, regiões participantes e volume efetivamente adquirido.

Farelo e óleo de soja

O farelo de soja para dezembro fechou a US$ 368,40 por tonelada curta, unidade utilizada nos contratos norte-americanos. O preço acompanha um ambiente de demanda pelo complexo soja, mas sem um fator específico forte o bastante para separar claramente o comportamento do farelo daquele observado no grão.

O óleo de soja para dezembro terminou a 68,85 centavos de dólar por libra-peso. O mercado segue dividido entre o suporte vindo da demanda por biocombustíveis e a influência dos demais óleos vegetais e do setor de energia.

Para a indústria brasileira, a relação entre soja em grão, farelo e óleo continua importante para as margens de processamento. O nível do câmbio também influencia a competitividade das exportações dos derivados.

Trigo

O trigo de inverno negociado em Chicago para dezembro encerrou a US$ 7,2675 por bushel. Além do comportamento geral dos grãos, o cereal continuou sensível aos riscos envolvendo o comércio na região do Mar Negro.

As inspeções norte-americanas de trigo para exportação ficaram em 335,3 mil toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, abaixo das 473 mil toneladas da semana anterior. México, Vietnã, Filipinas e Indonésia apareceram entre os destinos relevantes.

Após o encerramento dos negócios, o USDA informou que o plantio do trigo de inverno da safra seguinte havia alcançado 17% da área, abaixo da média de cinco anos, de 21%. Já a colheita do trigo de primavera chegou a 96%, em linha com o padrão histórico.

No Brasil, o dólar acima de R$ 5,10 tende a encarecer a referência de importação, aspecto importante para um mercado que depende de trigo estrangeiro, especialmente da Argentina. O efeito sobre os preços regionais também passa pela qualidade e disponibilidade da safra nacional.

Câmbio e macro

O dólar fechou a R$ 5,1069. Para soja, milho e farelo, a moeda norte-americana nesse patamar sustenta o valor em reais das receitas de exportação. Para o trigo, o mesmo movimento aumenta o custo potencial das compras externas.

A agenda internacional permanece concentrada nas relações comerciais entre Estados Unidos e China. Qualquer confirmação de novas compras chinesas pode ter impacto mais direto sobre a soja, embora milho e trigo também possam reagir a compromissos mais amplos envolvendo produtos agrícolas.

Leitura Brasil

A combinação entre preços firmes em Chicago e dólar acima de R$ 5,10 oferece sustentação às referências brasileiras, principalmente para a soja. No milho, o ambiente externo positivo se soma à atuação da Conab na formação de estoques públicos.

Ainda assim, a resposta dos preços ao produtor não ocorre de forma uniforme. Distância dos portos, custos de transporte, disponibilidade de armazéns e necessidade de caixa continuam criando diferenças importantes entre as regiões.

Para o trigo, o câmbio reforça a atenção sobre a paridade de importação. A Argentina permanece como referência central para o abastecimento brasileiro, enquanto a qualidade da produção nacional terá peso crescente nas negociações dos próximos meses.

O que observar na próxima sessão

  • Resultados dos leilões de compra de milho conduzidos pela Conab.
  • Reação do mercado aos números de colheita de soja e milho divulgados pelo USDA após o fechamento.
  • Confirmação de novas compras chinesas de soja dos Estados Unidos.
  • Evolução das conversas comerciais entre Washington e Pequim.
  • Comportamento do dólar em relação ao real.
  • Notícias sobre embarques de trigo e milho na região do Mar Negro.

Fontes

Conteúdo informativo produzido pela Premium Commodities. Esta análise não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos ou commodities.